domingo, 26 de abril de 2026

Poema dos Quatro Guardiões

No silêncio da floresta, o lobo vela. Não ruge - protege. O seu olhar é chama discreta que guarda o essencial do mundo.

No alto, o falcão rasga o céu. Vê o que é invisível, discernindo entre sombra e luz, como quem procura Deus nas alturas.

O elefante avança devagar, carregando memórias antigas, sabedoria que não se apressa, peso que se transforma em paz.

E o golfinho, vindo das águas, traz o riso que cura, a leveza que reconcilia, a voz que canta o regresso à harmonia.

Quatro presenças — terra, ar, memória e mar — reunidas num só corpo, numa alma que aprende a proteger, elevar, sustentar e guiar.

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