No silêncio da floresta, o lobo vela. Não ruge - protege. O seu olhar é chama discreta que guarda o essencial do mundo.
No alto, o falcão rasga o céu. Vê o que é invisível, discernindo entre sombra e luz, como quem procura Deus nas alturas.
O elefante avança devagar, carregando memórias antigas, sabedoria que não se apressa, peso que se transforma em paz.
E o golfinho, vindo das águas, traz o riso que cura, a leveza que reconcilia, a voz que canta o regresso à harmonia.
Quatro presenças — terra, ar, memória e mar — reunidas num só corpo, numa alma que aprende a proteger, elevar, sustentar e guiar.
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