Linha do Oeste: acreditar só quando acontecer
Há décadas que ouvimos falar da modernização da Linha do Oeste. Promessas, anúncios, estudos, powerpoints… e, no fim, a sensação de que tudo avança devagar demais. As obras entre Lisboa e Caldas da Rainha são importantes, claro, mas deixam uma pergunta no ar: e o resto da linha, onde vivem milhares de pessoas que também precisam de mobilidade digna?
O Governo voltou a anunciar medidas para transformar os transportes. Fala-se de alta velocidade, de modernização, de futuro. Mas quem vive entre Caldas, Marinha Grande, Leiria ou Figueira da Foz já aprendeu a proteger-se do entusiasmo.
Só acreditamos quando vemos máquinas no terreno.
Ainda assim, há sinais de que não existiam antes: a ferrovia voltou a ser prioridade, Leiria terá estação de Alta Velocidade e a modernização da Linha do Oeste está finalmente inscrita em lei. Não é garantia de nada — mas é mais do que tivemos durante anos.
Entre o ceticismo e a esperança, ficamos à espera de que esta linha, tão falada e tão esquecida, receba finalmente o investimento que merece. Até lá, continuamos atentos… e realistas.
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